Relato de Escalada Dumbo em Taquaril

De: Naiara Maran

Boa noite, gente!
 
Primeiro relato de escalada do ano:
 
Passei o Reveillon em Taquaril, cheguei no sábado e voltei hoje. No sábado, Sú Hinds, Guilherme e eu fomos na Meleca e depois curtimos uma piscina no Abrigo do Elefante.
Dormimos bem cedo (9:30) na intenção de acordarmos umas 4:30 para fazer a via Dumbo 4o VIIB E3, na Pedra do Elefante - no verão as vias ficam na sombra até às 11:30 da manhã.
 
Saímos do abrigo 5:45, seria apenas 1 hora de trilha até à base, mas conseguimos nos perder e levamos increditáveis 3 horas varando mato, com equipamento, 2 cordas (para o rapel), além de bastante água e comida.
 
Fomos parar na base errada e para não descer varando mato de novo, tocamos para a esquerda por um costão na pedra até que chegarmos na via - só que na altura do 4o grampo dela, a 60m do solo. Como não vimos o grampo, o jeito foi desescalar o costão de aderência suja de tênis, cada uma com uma corda...eu daria um 3o grau pro costão.
 
Finalmente na base da via, começamos, a escalada,Sú guiando e eu participando com a corda dela de 70m na mochila. A 1a enfiada tem 4 grampos, tipo assim, tem 1 grampo a cada 20m. Sú mandou muito bem, logo do 1o pro 2o grampo tem um lance liseba sinistro.
 
Na 2a enfiada, Sú também pegou um lance difícil.
 
Na 3a enfiada, foi a minha vez de guiar. Botei pra jogo num crux de 4o bem vertical com 2 passadas altas em aderência, só no talento, sem mão nenhuma. Mandei e fiquei muito feliz, até comemorei sem saber que minha comemoração estava sendo observada do Abrigo de binóculo.
 
Depois, a escalada ficou mais tranquila, mas eu não via o grampo. Sú falou que era assim mesmo, para eu continuar que uma hora o grampo iria aparecer. Na boa, escalei uns 10m sem notícias do grampo, estiquei só 20m até chegar a ele e puxar a Sú para encerrarmos a escalada porque o sol estava castigando.
 
Unimos as cordas para o rapel e no último rapel, a corda prendeu e lá foi Sú bravamente resgatar a corda debaixo de um sol sinistro.
 
Conseguimos nos perder de novo na volta, varamos mato, espinho...a melhor parte foi quando parei em cima de um formigueiro e as formigas gigantes começaram a subir em mim, eu tentei fugir, capotei e saí rolando ribanceira abaixo. Suzana novamente resgatou a corda do formigueiro.
 
Chegamos no abrigo sujas, arranhadas, exaustas e bem felizes com a guiada. Fomos recepcionadas por Ralf e Guilherme que riram muito da gente pela falta de senso de orientação. Tipo 3h de trilha dava pra ter feito uma travessia.
 
Depois foi só alegria, a galera toda chegou e se arrumou pra partir pra cachú, mas nós 2 ficamos dormindo - eu apaguei na rede a trde toda,uma delícia.
 
Amei a experiência, dividir a guiada tornou nós duas muito mais unidas porque  passamos pela mesma experiência juntas, aí rola um compreensão mútua, um entendimento. É muuito maneiro. Estou apaixonada por Taquaril e pretendo voltar muitas vezes.
 
beijos
 


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Naiara B Maran
Médica Veterinária


Conquista Irmão Maior com Leone 20dez12

De: Naiara Maran

"Eu , Naiara e Guilheme Vaz nos encontramos as 06:00 hs da manhã de hoje p dar andamento à conquista. Acabei de jumarear 60 mts , Naiara tá prussicando agora e Guilherme na base." (Leone)
 
Bom, depois de prussikar 60 mt, parei para dar seg ao Guilherme enquanto ele subia com o T-block e o grigri. Tb dei seg simultaneamente para o Leone continuar guiando.
 
Quando o Guilherme chegou, montei meu prussik na horizontal e parti. Tomei uma vaca e fui parar num platô, porque deixei a solteira muito larga. Foram os primeiros arranhões do dia.
 
O Guilherme também passou pelo mesmo platô, mas não caiu que nem eu. Finalmente, estavámos os 3 juntos na parada para a conquista começar. Fiz a seg do Leone e ele conquistou 60m.
 
Eu estava no meio, então fui a primeira a escalar esse trecho da via. É bem fácil, quebrei umas duas agarras e dei com os joelhos na pedra, foram os primeiros roxos do dia. Fiquei com um puta arraso da corda porque o Guilherme tava travando a corda dele para tirar um nó - sem me avisar. Tranquilo.
 
No platô, eu e Leone fizemos um lanche rápido e ele partiu pra continuar a conquista na minha seg. Acabou a parede e o Leone chegou num matagal, decidiu investigar. Desceu pra buscar o Guilherme e mais grampos. Nesse momento, o sol chegou na parede, ainda tínhamos água e comida.
 
Leone guiou a varação de mato, Guilherme e eu atrás, até ficarmos entalados num bloco. Tentando subir pela direita, pisei num formigueiro e me enchi de formigas. Matei umas 50 na minha calça. Penalizado com a situação, o Leone veio resgatar a gente e nos rebocou bloco acima.
 
Chegamos numa parede, onde o mestre continuou a conquista na minha seg e eu me protegi, me prendendo numa árvore.
 
Quando ele me chamou, escalei um bloco bem tranquilo até me deparar com  uma chaminé e a mochila do Leone pendurada. Ele me pediu para prender a mochila dele no meu loop, além da minha nas costas e entrar na chaminé. Perrengue total. Aquela mochila dele devia tá pesando uns 20 Kg - quase a metade do meu peso.
 
Muitos tropeços depois, cheguei na chaminé e finalmente o Leone rebocou a mochila dele. Entrei na chaminé carregando minha mochila, mas só até o platô, quando me rendi e deixei ele rebocar a mochila para eu escalar mais leve.
 
Fora, da chaminé, fritamos no sol, o Leone bateu mais dois grampos antes do calor mandar a gente descer. 250m para rapelar e só havia alguns goles d´água.
 
Rapelamos em sequencia com as duas cordas, ao invés de uní-las por causa da vegetação. Fiquei mal no rapel, comi uns biscoitinhos pra me manter de pé. Passei por umas bromélias rapelando e me senti tentada a beber água delas, mas eu tava no meio do rapel, preferi não parar.
 
O Leone me deu o resto da água dele antes do último rapel, no diedrão, onde finalmente unimos as cordas e chegamos na base, onde o mestre dos mestres havia entocado uma garrafinha de água, de que ele me deu a metade - cavalheirismo graalense.
 
Descemos a trilha e fomos parar num estacionamento de ônibus escolar - um óasis com uma geladeira e garrafas pet cheias de água gelada. Matei minha sede.
 
Arrumamos o material e batemos um papo com o dono do estacionameto e duma cachorrinha muito fofa, a Xuxa. Foi quando ganhei meu dia. Ele perguntou se eu e o Guilherme éramos filhos do Leone. Leone com 38 anos, Guilherme com 16, obviamente o moço nem desconfiou que eu tenho quase 30 anos pra me ver como filha nessa família. Depois de 11 horas de parede, esturricada de sol, ainda tenho cara de 16 anos. Adorei.
 
Fomos pro mercado, onde tomamos 1L de suco cada um. Saldo do dia pra mim:
 
- 13 horas de função;
- 11 horas de parede;
- braços e pernas arranhados, logo nada de praia até sarar para não marcar;
- os dois jelhos roxos;
- coxa direita roxa;
- dores musculares pelo corpo todo;
- ombros ardidos de sol
- 10 horas de sono e ainda tô tentanto levantar da cama e eu sei que o Leone já tá lá na pedra, neste momento, conquistando de novo com a Suzana.
 
Depois de tudo isso, eu quero que a via se chame "Raio de Sol e Pingo de Lua" ou "Pingo no Céu". E que venham as próximas conquistas.


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Naiara B Maran
Médica Veterinária

Conquista irmao maior agora

De: Flavio Leone

Eu , naiara e guilheme vaz nos encontramos as 06:00 hs da manha de hoje p dar andamento a conquista. Acabei de jumarear 60 mts , naiara ta prussivando agora e guilherme na base.
Abcs Leone



Morre Maurice Herzog

Primeiro homem a escalar um pico de 8000m, o francês Maurice Herzog morreu hoje, aos 93 anos, como anunciado pela Federação Francesa de Montanhismo.

FONTE: http://www.planetmountain.com/english/News/shownews1.lasso?l=2&keyid=40394

Animais Peçonhentos - guia de bolso

De: Marcela Zurli

Oi galera, estou enviando meu guia de bolso do Vital Brasil escaneado em PDF..... Se alguem tiver alguma duvida é so falar.....
Meu guia não sai da minha mochila..... Alem dos animais tb tem locais e endereços dos Polos de Atendimento no Estado do Rio de Janeiro, recomendo q todos tenham uma copia na mochila!
Bjoks


Papo de Montanha amanhã!: "Reflorestamento no Pão de Açúcar", com Sávio Teixeira

De: Paula Gabi

Papo de Montanha: "Reflorestamento do Pão de Açúcar", com Sávio Teixeira
Nesta terça, dia 27 de novembro

 

Há quem pense que a preservação da natureza é uma responsabilidade exclusiva do poder público, mas isso é um grande engano! O cuidado com o meio ambiente é um dever de todo cidadão, sobretudo dos montanhistas!

 

Acreditando nisso, Sávio Teixeira tem feito a diferença ao mobilizar a comunidade montanhista para mudar a realidade na face leste do Pão de Açúcar por meio do reflorestamento que executa no local. O trabalho é feito individualmente, nos fins de semana, e nos tradicionais mutirões, uma vez por mês.

 

No Papo de Montanha deste mês, Sávio vai nos contar como este trabalho, que já dura dez anos, frutificou nesta área tão importante para os montanhistas.

 

Não perca a oportunidade de conhecer o que motiva uma pessoa a perseverar no trabalho árduo e contínuo de recuperação ambiental, dedicando seu tempo e dinheiro em benefício de todos.


 
Não Perca!

Confira o cartaz em: http://www.celight.org.br/papodemontanha/reflorestamentopaoacucar.php
 
QUANDO: terça, 27 de novembro, às  20 horas.
PALESTRANTE:  Sávio Teixeira
LOCAL: Clube Excursionista Light, Av. Marechal Floriano 199/501, Centro do Rio de Janeiro

 

 

Paula Gabi

 

 

 

 

 


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Relato: feriado no sul de Minas

De: Vanessa

Pessoal,
faz tempo que não posto um relato, mas acho que esse vale a pena pra inspirar a graalera.
Fui pra região de Itajubá nesse feriado e não conhecia nada sobre escalada no local até Kika enviar os links e croquis...só de olhar já gostei!
Logística:
- Fizemos a viagem Rio - Itajubá em cerca de 5 hs, tanto na ida, quanto na volta.
- Gastamos menos de 2 tanques de gasolina (cerca de R$200) na viagem toda e ainda circulamos por lá no meu Clio 1.0.
- Ficamos direto em Itajubá em um hotelzinho em frente a rodoviária por R$28 a diária com café da manhã e banheiro fora do quarto. De lá partimos todos os dias pras pedras.
 
1º dia: chegamos em Itajubá na hora do almoço, tempo bom, mas meio nublado e como parecia que ia chover fomos nas falésias da Pedra da Piedade. A pedra fica a uns 15 minutos de Itajubá e o carro chega bem pertinho da base. Vias para todos os gostos, mas como péssimos falesistas que somos escolhemos a única via longa da parede (130m). Mas havia uma colmeia no diedro inicial que nos fez partir para o setor das vias de 4º e 5º. Na segunda via começou a pingar e quando apertou fomos embora. Voltamos pra Itajubá pq nossos planos era ficar no Abrigo da pedra Aguda no bairro rural de Anhumas. Lá chegando soubemos que a porteira estava fechada, a estrada sem acesso pra carros comuns e o dono do abrigo estava no litoral...nos instalamos no hotelzinho no centro.

2º dia: acordamos cedo e fomos pra Pedra Aguda em Anhumas, onde existe apenas uma via, CMI, graduada em 4º sup V / E1 e faz cume.
Insistentes que somos, pegamos a chave com o seu Juarez, passamos pela porteira e aos poucos chegamos lá, próximo ao abrigo e de onde parte a trilha pra base da via. Fomos no instinto, varamos um mato desgraçado e qdo achamos que não ia dar certo...chegamos! Fizemos a via, muito gostosa porém, exposta e um 3º IV no máximo. Fizemos cume, lindo visual do vale e descemos por uma trilha ingrime  mas bem aberta. Indo embora encontramos o caseiro do Orlando (proprietário do abrigo, da loja Tribo e da Aldeia, lindo muro de escalada e academia de Itajubá...ele é o cara!) que nos falou que pra ficar no abrigo tem que avisar. Lá tem panelas, fogão a gás mas não tem luz.

3º dia: fomos pra Pedralva escalar na Serra do Pedrão. Pedralva é um município pertinho de Itajubá e o acesso as vias se dá por diferentes locais. Como eram muitas vias e não conhecíamos o estilo de lá decidimos começar pela Sabotadores, via do nosso amigo Chê, graduada em 4º V / E1 cuja trilha começa no terreno do seu Tião Simão. Depois de 1h caminhando chegamos a base. Via linda, mas achamos exposta e um 3º IV também...diz aí Chê oq você acha. A via não faz cume, mas vale muito a pena.

4º dia: fascinados pelo potencial do Pedrão voltamos lá pra fazer a Evolução, via mais tradicional da montanha pq faz cume sem precisar de móveis. O acesso é pela casa do Seu Luis Walter e depois de 1h caminhando chegamos a base e levamos um baita susto ao nos deparar com tantas abelhas africanas nas florações de umas árvores dali. Em total silêncio descemos um pouco, esperamos 30min e voltamos pra ver...ainda estavam lá...mais 30 min e ainda estavam lá...tomamos a decisão de ir embora. Voltando um tanto decepcionados decidimos passar na Pedra do Tucano no bairro de Novos Horizontes...qdo chegamos achamos bem esquisito e não deu vontade alguma de escalar...hehe...acontece!

5º dia: ainda fascinados pelo Pedrão decidimos não arriscar a Evolução por causa das abelhas e fomos na Racha Cuca, um 4º VI sup / E2 e proteções em móvel. Mais uns 50 min de trilha a partir da casa do simpático seu Tião e chegamos na base. Demoramos um pouco pra identificar, mas entramos na via que, pra nossa surpresa, correspondia a graduação. Mas era um E3 no geral e nos lances de VI era bem protegida. Via linda!! Suja, mas linda!

6º dia: caiu um pé dágua de madrugada, então decidimos acordar mais tarde e decidir oq fazer. Nosso corpinho tava moído, então resolvemos conhecer a Aldeia, academia e super muro de escalada do Orlando. Depois fomos na loja de montanha Triboo levar umas camisetas da Semana Brasileira de Montanhismo...daí sabe como é mineiro...adora uma prosa e qdo vimos já era mais de 12hs. Paramos prum pão de queijo e avaliamos a situação: partir pra uma pedra próxima fazer vias curtas ou casa? Votos unânimes: CASA!!!

Voltamos bem cansados e felizes por ter escalado bastante durante o feriado e com vontade de voltar!
Segue o link pra vcs darem uma olhada no que rola por lá:

Em anexo algumas fotos!
bjs e ótimas escaladas a todos!

Re: Fotos, e mais um breve relato do Paredão Cardeal

Boa! Blog!
André

Em 12 de novembro de 2012 13:03, André <arm332@gmail.com> escreveu:
De: Carlos Flamel

Domingo No Morro do Sumaré


Fotos, e mais um breve relato do Paredão Cardeal

De: Carlos Flamel

Domingo No Morro do Sumaré

Pequeno relato do Paredão Cardeal

 Escalada complicada, Eu (Da Guia), Aninha, Almir, Cláudio Lima, (Tricolor Vaiadinho) e Albian, Aproveitamos que o tempo não estava todo aberto e fomos encarar o sol do Sumaré, 
 
Gente a Trilha é muito ruim, em alguns pontos não existia trilha, mas conseguimos chegar a base com muita dificuldade.

o Crux estava na saída, muito difícil e o Almir usou muitos aparelhos móveis, depois a maior dificuldade foram os diversas horizontais,ou seja, todo participante era tb guia, muito foda, 180 metros de via com tantas horizontais virou 300 metro hahahah.
 
Aconselho a galera fazer, mas com cuidado com o sol, 

Deixo ai as fotos para galera entender um pouco do sofrimento, que agente adora aqui hahahahah





Da Guia